quarta-feira, 3 de agosto de 2011

10 Maneiras de se obter PDU’s


Fonte: Macrosolutions e site pontogp.wordpress.com

Os profissionais certificados como PMP e/ou PgMP precisam comprovar ao PMI, regularmente, que continuam se desenvolvendo nas melhores práticas de gerenciamento de projetos.
Esta comprovação é realizada através do registro de Unidades de Desenvolvimento Profissional, conhecidas como PDUs (Professional Development Units). Existem várias maneiras de se obter PDUs, conforme especificado no programa de Requisitos de Continuidade de Certificação (Continuing Certification Requirements – CCR). Em suma, o PMI utiliza as PDUs para quantificar os cursos aprovados e atividades profissionais exercidas pelas pessoas certificadas PMP e/ou PgMP, buscando garantir a manutenção destas certificações. Por exemplo, participar de cursos e seminários são meios ideais para estar em dia com as melhores práticas de gerenciamento de projetos. Além disso, lembre-se que muitas atividades que você exerce profissionalmente podem também ser contabilizadas como PDUs.
Veja abaixo 10 maneiras de se obter PDUs:
  1. Matricular-se em instituições oficialmente autorizadas pelo PMI (Registered Education Provider – R.E.P): Existem no mundo mais de 900 PMI R.E.P.s,e os cursos oferecidos por elas são pré-aprovados, e dão direito a PDUs que atendem aos critérios do CCR. Ache uma R.E.P. perto de você.
  2. Congressos Globais do PMI: se você perdeu o último Congresso Global do PMI de 2007 na América Latina, em Cancun no México, tem agora a oportunidade de se registrar no próximo Congresso Global do PMI que será em Sydney – Austrália, nos dias 3 e 5 de março de 2008.Estes eventos oferecem ótimas oportunidades de networking com os colegas da profissão e dão direito a PDUs pelas palestras às quais você comparece. Veja os próximos congressos.
  3. Cursos dos PMI Components: os PMI Components são os Capítulos e Grupos Específicos de Interesse (SIGs) e podem ser encontrados em todo o mundo. Os membros do PMI são bem vindos em participar destas comunidades e obterem vantagens nos eventos e programas educacionais. Todas as atividades oferecidas pelos Componentes do PMI são pré-aprovadas para obtenção de PDUs. Procure um Capítulo em sua região e se informe a respeito.
  4. Seminários mundiais: Seminários Mundiais são eventos que acontecem durante o ano e que oferecem atividades educacionais para profissionais de nível iniciante, médio e experiente, tanto para membros do PMI quanto para não membros. Nestes seminários você pode escolher uma das seguintes 5 áreas: Principais Competêcias em GP, Áreas de Aplicação Específica, Técnicas, Ferramentas e Habilidades Humanas e de Liderança e, por fim, Aplicações de Estratégias. Você pode se registrar no próximo Seminário Mundial que ocorrerá em Miami – Flórida, nos dias 17 a 20 de março de 2008.
  5. eSeminars (Mundiais): A vida do gerente de projetos numca foi tão apertada. Um curso presencial obviamente tem muito mérito, mas os cursos online são meios convenientes de se obter PDUs. Os eSeminarios Mundiais são cursos que podem ser feitos pela internet e incluem discussões individuais e em grupos compostos por colegas de todo o mundo, proporcionando um feedback online vindo de instrutores qualificados. Procure um eSeminar.
  6. Auto-estudo pela internet: tudo que é necessário para fazer o curso de Metodologia e Mecanismos de Gerenciamento de Projetos é uma conexão à internet e mais ou menos 14 horas. Baseando-se no Guia PMBOK – Terceira Edição, este curso é uma ótima maneira de se obter 14 PDUs. Após a inscrição, você poderá acessar o curso online composto por 10 módulos em qualquer hora do dia, à sua conveniência, durante um período de um ano. Obtenha mais informações.
  7. Atividades profissionais: Se você publicar artigos sobre gerenciamento de projetos ou ministrar palestras sobre gerenciamento de projetos em eventos, estas atividades podem lhe render de 10 a 30 PDUs. O PMI possui uma lista padronizada de atividades profissionais que podem lhe render várias PDUs. Confira a relação no Manual do Programa CCR. Veja os exemplos.
  8. Auto-aprendizado direcionado: Obter PDUs compartilhando os conhecimentos de gerenciamento de projetos com os seus colegas. O PMI reconhece atividades que envolvem estudos ou pesquisas conduzidas pessoalmente. Estas atividades podem ser discussões, sessões de coaching com colegas ou clientes utilizando materiais informativos tais como CD-ROMs, artigos, livos, videos e manuais de instrução. É importante observar que o profissional pode obter no máximo 15 PDUs para estas atividades durante um ciclo CCR (vide o Manual do Programa).
  9. Serviço voluntário: Você pode ganhar até 20 PDUs por ciclo CCR oferecendo os seus serviços profissionais em uma organização fora do seu ambiente de trabalho profissional. Você pode trabalhar como um diretor (ou vice-presidente) eleito ou como um voluntário de uma organização de gerenciamento de projetos. Ou ainda, você pode oferecer os seus serviços como gerente de projetos/programas para a comunidade ou para um grupo de caridade. Preencha o formulário online de voluntariado do PMI indicando a oportunidade do seu interesse.
  10. Programas educacionais de provedores externos: se nenhuma das opções acima lhe atender, o PMI pode reconhecer atividades educacionais relevantes ou programas oferecidos por organizações não registradas no PMI. Neste caso, você deve utilizar a fórmula abaixo para calcular o número de PDUs: Uma (1) – hora de aprendizado relacionado ao gerenciamento de projetos em uma atividade estruturada ou curso é igual a uma (1) PDU,

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Certificações - Qual escolher??

Amigos leitores segue um mapa das certificações existentes no mercado que você pode usar e seguir de acordo com o seu perfil:
  • Certificações Técnicas: Microsoft, CISCO, Oracle, SAP, PHP, etc.
  • Certificações Gerênciais: CAPM, PMP, ITIL, COBIT, etc,
Vou publicar aqui algumas informações sobres estas certificações que pode ajuda-lo sobre as mesmas.

Divulgada no segundo trimestre deste ano, uma pesquisa da Robert Half Technology indicou os principais destinos de investimentos dos CIOs para os 12 meses seguintes. Segurança da informação, citada por 43% dos entrevistados, encabeçou a lista de prioridades, seguida de virtualização (28%), eficiência de data center (27%) e VoIP (26%). Dave Willmer, diretor executivo da divisão de tecnologia da Robert Half, afirma que à medida que investem nessas áreas, as empresas também procuram por profissionais certificados especificamente nas tecnologias em questão.


Entre as certificações mais citadas estão as certificações Cisco (CNA, CCNP, CCIE) e Microsoft (MCSE, MCITP), as certificação em PMP do PMI, ITIL e virtualização com os maiores players do mercado (VMware, Citrix e Microsoft), com destaque para a certificação VCP (VMware Certified Professional), com maior tradição nessa especialidade.
Não basta ser atraente em uma determinada fase da carreira, tem que se manter atraente, pois nunca sabemos o dia de amanhã. Correr atrás de atualização somente quando se está desempregado é muito arriscado, e pode fazê-lo perder muitas ótimas oportunidades até que se prepare melhor efetivamente. E cá entre nós, as melhores oportunidades não costumam dar as caras com muita frequência. 
É mais ou menos como numa relação amorosa: Não é porque  sua relação está “garantida”, seu amor está sendo plenamente correspondido que você vai relaxar, deixar de se cuidar, de se vestir bem, melhorar o comportamento e assim por diante, certo?.  Caso opte por isso, corre o sério risco de virar passado na vida daquela pessoa logo, logo… ;)
Está aí a dica de dúbia interpretação. Seja atraente, continue atraente, não só o mercado irá lhe agraciar com boas coisas…

Com base nas informações de ambas as pesquisas é possível identificar aquelas certificações com maior demanda no mercado global de TI.

Certified Information Systems Security Professional (CISSP)
Existente há 15 anos, a especialização em segurança de sistemas de informação está entre as mais procuradas por empregadores. Além de serem aprovados no exame, os candidatos devem possuir pelo menos cinco anos de experiência em segurança da informação. Além disso, deve ter sua certificação endossada por outro profissional certificado e passar por uma auditoria. Os profissionais mantêm suas credenciais através do acúmulo de créditos educacionais.
Willmer, da Robert Half Technology, acredita que os conhecimentos de segurança podem ser decisivos para a contratação de um profissional, mesmo que essa especialização não faça parte da descrição e funções do cargo ao qual ele concorre. Para o executivo, os administradores de redes são candidatos ideais para essas certificações porque o seu trabalho está diretamente relacionado à segurança.

Certificações Cisco e Microsoft
Estas são as certificações favoritas dos gerentes de recrutamento. A certificação de engenheiro de sistemas da Microsoft (MCSE), Cisco Certified Network Associate (CCNA) e Cisco Certified Internetwork Expert (CCIE) são citada tanto pela Robert Half, quanto pela Technisource como aquelas com maior demanda. Em outra pesquisa recente, esta conduzida pela The IT Job Market junto a profissionais de TI e especialistas em recrutamento no Reino Unido traz as certificações da Microsoft (MCSE, Microsoft Certified Systems Administrator e Microsoft Certified Trainer) como as mais valiosas em TI, mencionadas por 43% dos entrevistados, seguidas pela CCNA e CCNP (administradores e profissionais de redes) da Cisco (29%).
A certificação MCSE é destinada a profissionais com entre um e dois anos em design, instalação, configuração e solução de problemas em sistemas de redes. Os MCSEs também podem realizar provas para certificar especializações em segurança e messaging para os sistemas operacionais Windows Server 2003 e Microsoft Windows 2000 Server. Embora a certificação MCSE já faça parte da lista das mais procuradas, espera-se que o profissional certificado em TI pela Microsoft (MCITP) seja ainda mais valorizado nos próximos meses, à medida que o Windows Server 2008 continue com a boa aceitação do mercado.
Entre as certificações mais procuradas da Cisco está a CCNA. De nível básico ela valida individualmente as capacidades de instalar, configurar, operar e solucionar problemas de roteadores e switches em redes de médio porte. Ela está disponível parae specializações em roteamento e switching, segurança, voz e wireless.
A CCIE é o mais elevado nível de certificação da Cisco e é conhecida por muitos como a mais difícil certificação da indústria de TI. Além de um exame escrito, os candidatos são submetidos a um teste prático de oito horas em laboratório. Segundo uma pesquisa da PayScale, os CCIEs têm remuneração anual média de US$ 100.700 para um engenheiro sênior de rede, e de US$ 114,650, no caso do arquiteto de rede.

Project Management Professional (PMP)
Além de outras habilidades, como experiência e certificações em seu mercado específico de atuação, muitos empregadores agora procuram por profissionais que detenham a certificação em gestão de projetos (PMP), do Project Management Institute (PMI). Trata-se de uma certificação destinada a profissionais que lideram equipes de diversos setores da companhia. Os candidatos precisam ter entre três e cinco anos de experiência - o prazo varia conforme o histórico educacional do profissional - em gestão de projetos e pelo menos entre 4.500 e 7.500 horas dedicadas à liderança e direção de tarefas ligadas a projetos. Além disso, o profissional interessado em obter o PMP deve dedicar pelo menos 35 horas a educação, oferecidas pelos provedores de treinamento credenciados junto ao PMI ou oferecidos a distância pelo empregador ou empresas especializadas em e-learning.
A prova do PMI é constituída de 200 questões de múltipla escolha. Para manter o status de PMP, os profissionais precisam liderar pelo menos 60 projetos a cada três anos.

ITIL
Desenvolvida pela Câmara de Comércio Governamental do Reino Unido (OGC), o ITIL já possui grande demanda na Europa e Canadá. O framework de melhores práticas estabelece uma série de regras para a entrega de serviços de TI de forma mais eficiente. Para isso, aprimora processos de gestão nos departamentos de TI responsáveis pelo suporte a redes, aplicativos, bancos de dados e sistemas em uma organização.
Segundo especialistas, o ITIL é particularmente útil em temos de orçamentos enxutos porque permite que as empresas controlem recursos e custos necessários para entregar TI, dando grande visibilidade e transparência aos serviços.
Atualmente em sua terceira versão, o ITIL é dividido em quatro níveis de certificação: Foundation (Básico), Intermediate (Intermediário), Expert e Master. O primeiro foca conhecimento e compreensão dos principais conceitos e terminologias do ITIL. O intermediário aborda duas vertentes – o ciclo de vida e a capacidade – e ambas são relacionadas à capacidade do profissional de analisar e aplicar os conceitos de ITIL.  Os candidatos chegam ao nível de Expert ao completar uma série de processos intermediários. Finalmente, o Master, nível ainda em desenvolvimento, avalia a capacidade de aplicar e analisar os conceitos de ITIL em novas áreas.

Virtualization
A virtualização, que ganhava terreno mesmo antes da instauração da crise, tornou-se ainda mais atraente com a desaceleração econômica e o movimento no sentido da computação verde. Muitas empresas vêm consolidando seus servidores e adotando a virtualização para ganhar eficiência. Aproximadamente 40% dos CIOs em empresas de médio e grande portes entrevistados pela Robert Half disseram que investiriam em virtualização nos 12 meses seguintes.
Ao mesmo tempo que permite que as companhias cortem custos, a virtualização gera aumento na demanda por profissionais capacitados na tecnologia. De acordo com a pesquisa da PayScale, o salário médio do profissional especializado em virtualização era de US$ 100.190 anuais.
Os três fornecedores líderes no mercado de virtualização são a VMware, Citrix e Microsoft, e todas elas oferecem certificações em seus produtos. A VCP (VMware Certified Professional) é a mais antiga e atualmente a mais procurada das certificações de virtualização.
* Com informações do GlobalKnowledge.com

O líder que dá resultado

Uma boa liderança envolve centenas de variáveis, entre elas a cultura da empresa e o que se tem a oferecer

Em cada organização a questão da liderança é tratada de uma maneira diferente. Então, não existe um padrão, uma receita de bolo para que uma empresa tenha bons líderes. O desejável é que eles, em última instância, tragam bons resultados para a empresa e para a equipe. Mas nem sempre isso é fácil.

“Hoje trabalhamos com a liderança situacional, ou seja, para que um líder exerça bem sua função, depende do contexto, da cultura da empresa, das pessoas e do que cada um tem a oferecer”.  A afirmação é de Soraia Pena, gerente de Recursos Humanos da agência de publicidade digital CUBOCC e professora de disciplinas de RH do Senac.

Soraia tem uma grande vivência em RH de grandes empresas e já viu um pouco de tudo. “O bom gestor pode ser muito amado, mas quando precisar 'fechar o tempo' não vai perder a credibilidade ou confiança da equipe. Ele deve saber transitar bem entre o que o momento pede, os processos e as pessoas.” completa.

Embora essa equação dependa de cada organização, existem algumas competências que são praticamente obrigatórias para quem almeja essa posição:

  • Saber se comunicar: se expressar bem, saber falar, mas também ouvir e explicar uma coisa, mais de uma vez se necessário. O líder não deve achar que a equipe já sabe de tudo.
  • Dar o exemplo: o líder não deve cair no “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”. Quem não dá exemplo cai no descrédito e não tem o respeito da equipe.
  • Assumir erros: sempre que acontecer, deixar claro que errou e saber pedir ajuda.
  • Respeitar o ritmo da equipe: tem pessoas que produzem devagar e com qualidade.

“Com relação a resultados, minha percepção é que líderes muito focados em processos e resultados acabam por falhar com as pessoas e vice-versa. Hoje se trabalha com coaching para equalizar essas duas competências. E o RH tem que ter foco em analisar os perfis de liderança, e, uma vez mapeado isso, conduzir as contratações e treinamentos”, completa Soraia.

A especialista em RH destaca como lidar com alguns pontos importantes no relacionamento entre gestores e sua equipe:

Intimidade

O bom líder deve conhecer bem a equipe, mas não deve estar envolvido pessoalmente. Quando torna-se muito íntimo corre o risco de perder o respeito e a confiança do time. Ele deve conhecer o histórico da pessoa, mas ter um relacionamento pessoal não é exatamente necessário para que o trabalho funcione bem. Já no aspecto profissional, o líder deve conhecer muito bem o currículo de cada pessoa da equipe, para saber com o que pode contar.

Todo gestor deve ter muita intimidade com o trabalho a ser desenvolvido. Não necessariamente precisa colocar a mão na massa, não precisa saber a fundo tecnicamente, mas o suficiente para saber se o trabalho entregue tem qualidade. Porém, numa situação crítica deve saber arregaçar as mangas e resolvê-la. Hoje o líder deve ser muito mais de estratégia do que operacional, deve pensar na utilização da equipe, ter visão geral do trabalho.

Líder sem querer

Existem muitas pessoas que chegam à posição de gestor, mas não tem o perfil de liderança. Não é exatamente por um acaso que elas chegam lá, mas muitas vezes a empresa oferece um cargo de chefia como reconhecimento e também para justificar um salário mais alto. São profissionais com perfil técnico que evoluem, mas gostariam de continuar em suas funções.

Muitas vezes, o profissional aceita o cargo por status, pois aquela posição “brilha”, mas não funciona no dia a dia. Aí entra o trabalho do RH e de consultorias, que ajudam a mapear esses perfis e as competências desejadas para cada posição. O líder pode ser treinado, mas ele tem que querer aquela função.

Aprender a ser líder

Ainda se discute muito se um líder é somente aquele que tem vocação ou se isso pode ser desenvolvido. Empresas e profissionais buscam cada vez mais a ajuda de consultorias e escolas, o que indica que as competências e habilidades de cada um podem ser trabalhadas e aperfeiçoadas. Ter um curso sobre gestão no currículo faz diferença. E, com a grande procura, os conteúdos são aperfeiçoados. Esses cursos, em geral, ajudam também na hora de procurar um emprego e mostram que, além do conhecimento técnico, o profissional se interessa e se prepara para cargos de liderança.
Portal HSM
27/06/2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Entre para a lista dos melhores talentos da sua empresa

A consultora Waleska Farias lista aptidões necessárias para desenvolver talentos dentro de uma organização. Confira!

Afinal, quem são as pessoas consideradas talentos? É oportuno ilustrar que talento - vocação ou dom - é por convenção o nome que se dá a habilidades diversas, as quais podem ser inatas ou desenvolvidas. Talento é uma competência que imprime um diferencial pela maestria com que é exercida. É o que faz a pessoa ir além do compromisso assumido para desempenhar no “melhor de si” seus roteiros de ação.
Convencionalmente, talentos são os profissionais disputados pelo mercado de trabalho por ter um diferencial competitivo, cujo valor agregado tem impacto direto na entrega dos resultados, e aos quais são reservados cargos de maior destaque, responsabilidade e salários.
Há uma grande expectativa das empresas quanto ao perfil desse talento e para tornar-se um, não existe uma fórmula mágica, mas a adoção de alguns conceitos pode ajudar e muito. Aproveite as dicas e faça uma avaliação das suas aptidões:
Autoconhecimento – É condição sine qua non que o mesmo conheça a si mesmo, por meio de seus pontos fortes e fracos, e tenha total controle de suas emoções para não tornar-se refém de suas próprias reações. Investir no autoconhecimento é retorno garantido.
Team-building – Talentos são vistos como referenciais nas organizações, mas um profissional não consegue promover resultados e superar expectativas sem a ajuda de outras pessoas. Portanto, interagir bem em equipe e construir alianças nas células de trabalho são condições determinantes.
Rede de relacionamentos – No modo individual você pode até ir mais rápido, mas não chega tão longe. È importante desenvolver uma rede de relacionamento consistente. Estar visível, fortalecer laços e consolidar posições ajuda a ser lembrado.
Habilidades sociais – É oportuno que os talentos sejam mestres no trato das relações interpessoais. Devendo sempre lembrar-se de que as posições se intercalam. Um dia você pode prestar ajuda, enquanto no outro precisará ser ajudado.
Atualização constante – É necessário que haja um investimento contínuo no processo de aprendizagem. O perfil de um talento, na avaliação das empresas, vai além das chancelas acadêmicas e qualificações técnicas. É preciso, também, investir na formação de valores e padrões de condutas.
Valores – O único modo de imprimir longevidade a sua marca pessoal é conquistando a credibilidade das pessoas. Que seu posicionamento configure os conceitos de ética e respeito nas suas relações. Na expressão “walk the talk” – que a sua fala esteja sempre em convergência com suas ações.
Humildade nobre – É necessário que haja muito equilíbrio para que o profissional não se deixe tomar pela arrogância ao pretender ser insubstituível. Lembrando Da Vinci: "A simplicidade é o último grau de sofisticação."
Empreendedorismo – As empresas esperam que seus talentos tenham perfil empreendedor: saibam tomar decisões, assumir riscos, ter iniciativa, buscar novas possibilidades e mantenham uma conduta exemplar junto aos demais colaboradores.
Imagem virtual – Nas redes sociais, não basta participar, é essencial saber se portar. Tudo o que você comentar, apoiar ou reproduzir nas redes sociais, dada a percepção das pessoas, poderá depor contra ou a favor de si mesmo e da sua empresa.
Planejamento – Organização, disciplina e determinação. Esse é o caminho mais seguro para transformar seus objetivos em conquistas. Alinhe o que você quer a quem você é. Sem coerência entre os objetivos, os mesmos podem tornar-se irrealizáveis.
Convergência de propósitos - É fundamental identificar se o posicionamento da empresa é convergente com seu plano de carreira. Avalie se seus conhecimentos e aptidões atendem às demandas e expectativas da empresa e aprimore-os nesse sentido.
E por fim, aprenda a registrar conquistas - Aqueles que não conseguem reconhecer seus próprios méritos, também terão dificuldade de reconhecer e recompensar o esforço do outro.

Waleska Farias (Coaching e consultora em Construção de Carreira e Imagem)

Portal HSM
28/02/2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

“Delegue” o seu infarto

Amigos retirei este texto do site abaixo. Vale a leitura pois envolve qualidade de vida e liderança.

http://ogerente.com.br/rede/favaconsulting/delegar-tarefas-evitar-infarto/?utm_source=Rede+O+Gerente&utm_campaign=dd1e202ad2-Rede_O_Gerente_01_02_2011&utm_medium=email


Eu quero dedicar este texto a todos aqueles que estão na faixa etária de 30 a 40 anos, inclusive a um bom amigo e parceiro, o Luiz Henrique.
É nesta faixa etária que estes jovens começam a ascender na sua carreira profissional ocupando cargos de gerência e, muitos deles, alcançando a presidência de empresas antes dos 40 anos.
Aliás, segundo a reportagem da revista Você S.A. de janeiro de 2011, 5,5% das empresas brasileiras já tem como CEOs pessoas com menos de 40 anos sendo que até um ano antes, esta porcentagem era de apenas 3%.
Mas chegar ao topo também tem seu preço. Isto inclui muitas horas diárias dedicadas ao trabalho e menos horas dedicadas à família, aos amigos, ao lazer e aos cuidados com o corpo.
É aqui que mora o perigo. É no trabalho que se passa o maior número de horas da nossa vida. E, em um mundo globalizado onde as demandas e a competitividade são imensas e as atividades profissionais são realizadas em ritmos frenéticos e alucinantes, os cuidados com o corpo passam a não ter espaço nas agendas destes profissionais.
“Geralmente estas pessoas não tem tempo para a prática de uma atividade física, alimentam-se mal, dormem pouco e vivem ansiosos. Isto, além de os deixar estressados, ocasiona o aparecimento de doenças como obesidade, aumento do colesterol, maior risco de hipertensão arterial, diabetes e óbito por infarto agudo do miocárdio”, alerta a Dra. Daniella H. S. Dezen.
Este é um dos motivos pelos quais vemos jovens profissionais, com até 40 anos de idade, já apresentando em seu histórico médico, um infarto do miocárdio.
O infarto agudo do miocárdio nada mais é do que uma deficiência de oxigênio (isquemia) no músculo cardíaco que ocorre devido à oclusão (entupimento) de alguma artéria do coração. Ou seja, menos sangue chega ao músculo e, por falta de nutrientes que o sangue leva a este tecido, ocorre a necrose (morte) do músculo do coração.
O infarto é a principal causa de óbitos que ocorrem nos países industrializados, sendo que, nos Estados Unidos, a porcentagem chega a 25%
Os fatores de risco do infarto agudo do miocárdio são: colesterol alto, triglicérides elevado, hipertensão arterial, excesso de peso, tabagismo, diabetes, apnéia do sono, estresse e sedentarismo. Estes fatores podem ser passíveis de mudança.
Mas existem outros dois fatores que não são passíveis de mudança: o histórico familiar (predisposição genética) e a idade.
Confesso que na minha geração (e para quem não sabe sou um baby boomer) infarto era coisa de pessoas com mais de 60 anos. Só que as coisas mudaram e, frente ao que ocorre nos dias de hoje, acredito que o fator idade pode ser questionado como fator de risco.
Mas por trás de todos estes fatores, o estresse vivido no ambiente de trabalho continua sendo um grande vilão. E o ônus do estresse é muito alto, porque ele irá produzir, ao longo do tempo, doenças que podem gerar aumento do absenteísmo, menor produtividade, acidentes do trabalho e… infarto agudo do miocárdio.
Portanto, dê uma olhadinha para você mesmo (a). Se o seu ritmo de trabalho é alucinante, você dedica de 12 a 14 horas para exercer sua atividade, cuidado! Principalmente se você for da geração X ou se for um Y chegando a X. O infarto pode estar batendo à sua porta e você não está se dando conta disso.
Quer evitar o infarto? Então aqui vão alguns conselhos básicos:
1º – pratique uma alimentação saudável. E isto não inclui apenas alimentos saudáveis, mas também lembrá-lo (a) que temos três refeições importantes durante o dia: café da manhã, almoço e jantar. Pratique-as!
Existem pessoas que saem para trabalhar com o estômago vazio ou que tomam apenas um cafezinho para “enganar” o estômago, engolem um Mac qualquer coisa no almoço e, aí sim, jantam tudo o que tem direito, e vão dormir. E delegam ao estômago a função de “carregar o piano” enquanto eles dormem. Só que o estômago reclama e faz o seu proprietário dormir mal, ter azia, prisão de ventre, etc.
Se tiver dúvidas, peça ajuda a um médico ou nutricionista.
2º – pratique uma atividade física. Matricule-se em uma academia, faça caminhadas, natação, tênis, squash, golfe ou qualquer outro esporte. Exercite-se!
3º – pratique um hobby. Algo que lhe faça esquecer da sua atividade laboral. “Desligue-se”!
4º – curta sua família e seus amigos. Tenha tempo, também, para eles. Ame!
5º – tenha lazer, não importa o quê: cinema, teatro, leitura, praia, piscina, campo, etc. Divirta-se!
Agora, com relação ao trabalho, lembre-se que o dinheiro que você ganha no final do mês e que servem para pagar as suas despesas, não deve ser MAIS importante do que sua própria saúde. Pense comigo: se você tiver um infarto, será a empresa que vai pagar a escola dois seus filhos?
Nenhum trabalho é feito somente por você. Um grande segredo é o saber delegar.
Certamente você conhece pessoas que afirmam: “se eu não fizer ninguém fará”, “não tenho tempo para ensinar as pessoas o que precisa ser feito”, “se eu delegar, meus superiores podem achar que eu não sou mais necessário e posso ser despedido”.
Estes pensamentos caracterizam pessoas perfeccionistas, aquelas que, por natureza, não conseguem trabalhar em equipe, estão sempre sobrecarregadas de trabalho e não conseguem simplificar delegando.
Sônia Jordão afirma que “a delegação é, fundamentalmente, um sistema de confiança. Quando realmente delega autoridade a uma pessoa, você demonstra sua confiança nela. Para obter flexibilidade e agilidade, os líderes precisam delegar poder e atribuições inerentes a cada tarefa, de tal forma que não fiquem diretamente envolvidos nas mesmas, mas continuem com a responsabilidade final do processo A delegação é, fundamentalmente, um sistema de confiança”.
Antes de delegar algo a alguém é bom ter respostas para as seguintes perguntas:
  • o que eu estou fazendo que não precisa ser feito?
  • o que eu estou fazendo?
  • o que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa?
Ao delegar, você ganha tempo para se dedicar a coisas mais importantes e, ao mesmo tempo, dá a oportunidade aos outros membros da equipe para desenvolver sua criatividade, suas potencialidades e suas habilidades. Com isto, eles tem mais um motivo para crescer e se desenvolver.
Para delegar com eficiência, atente para os seguintes pontos:
  • identifique, em primeiro lugar, o que será delegado.
  • não delegue somente as tarefas ruins e mais difíceis, ficando com as melhores e mais fáceis de serem executadas.
  • se for preciso delegar tarefas não rotineiras, explique o porquê isto está sendo feito.
  • identifique a pessoa a quem você vai delegar a tarefa, avaliando suas aptidões e seu grau de maturidade para a execução da tarefa. Esta pessoa deverá ter foco nas ações e não no problema.
  • forneça à pessoa escolhida todas as explicações e as ferramentas necessárias para a execução da tarefa, além de deixar claro o objetivo, as regras e os prazos para o cumprimento da mesma. Veja se tudo foi bem compreendido.
  • ao delegar, dê espaço e liberdade à pessoa escolhida para que ela possa desenvolver bem o seu trabalho. Lembre-se que você está passando a ela autoridade, poder de decisão e responsabilidade.
  • deixe claro que você está disponível para outras orientações, mas que você só deverá ser consultado se for realmente necessário.
  • faça um “contrato” com a pessoa que recebeu a incumbência. Nele deve constar a tarefa, o responsável por ela, prazos intermediários para avaliar o andamento e o desenvolvimento da tarefa e um prazo final de entrega. Tais prazos deverão ser realistas e acordados por ambos. Dê a elas a chance de executar as tarefas de acordo com o seu jeito, desde que atinjam os resultados acordados.
  • forneça feedback sempre que julgar necessário.
  • ao final, reconheça e valorize o trabalho feito e os resultados alcançados. Nunca traga para você os méritos da execução da tarefa. Quando você reconhece, você aumenta a auto-estima do colaborador e o motiva mais para seguir com seu trabalho.
  • o que não deve ser esquecido por quem delega é que ele continua sendo o responsável direto pelos resultados. Se algo der errado, ele será penalizado. Por isso o acompanhamento intermediário é importante.
Ainda com relação ao ato de delegar, vamos examinar a situação inversa.
Andre Brasil cita o seguinte exemplo: o líder está passando pelo corredor quando é interpelado por um colaborador que lhe diz:
- Estou encontrando problemas nos números do relatório. E agora?
- Bem, deixe os dados com a minha secretária que eu dou uma olhada.
Neste instante o colaborador delega a tarefa para o seu superior. E esta é a melhor maneira de delegar “para cima”: apresentando seu trabalho parcialmente finalizado ou um problema que precise de uma solução.
Como evitar?
O mesmo autor cita que aprendeu com Lair Ribeiro a maneira de sair desta enrascada para não perder tempo. A dica é fazer quatro perguntas ao colaborador, quais sejam:
1ª – Qual é o problema? (A simples definição já ajuda na solução)
2ª – Quais as causas? (Ajuda na compreensão do problema)
3ª – Quais as possíveis soluções? (Buscar alternativas é o melhor caminho para a resolução)
4ª – Na sua opinião, o que deve ser feito? (Com isso o colaborador já decidiu o que fazer)
E finaliza: sempre que o colaborador tentar delegar para o superior alguma tarefa, ele deverá lançar mão destas quatro perguntas e não tomar uma atitude antes do colaborador responder a todas elas.
Lembre-se sempre que: ao delegar tarefas você, provavelmente, estará evitando e mandando embora o seu infarto.
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