sábado, 31 de outubro de 2009

Guia para elegibilidade para o PMP

Senhores segue um guia básico sobre a Elegibilidade para PMP.
Não Bacharel, porém com 2.grau completo:
Possuir experiência de no mínimo 5 anos em gerenciamento de projetos, durante os quais no mínimo 7500 horas foram liderando e dirigindo tarefas em projetos. *

Bacharel (ou grau universitário):
Possuir experiência de no mínimo 3 anos em gerenciamento de projetos, durante os quais no mínimo 4500 horas foram liderando e dirigindo tarefas em projetos. *

* Experiências há mais de 8 anos não serão consideradas

Atividades
Os candidatos são requisitados a comprovar e documentar sua experiência em realizar as tarefas nos seguintes domínios, como parte do processo de inscrição.
Devem ter sido desenvolvidas as seguintes atividades:
• Processos de Iniciação – Reconhecer que um projeto ou fase deva iniciar e comprometer-se a fazê-lo;
• Processos de planejamento – Elaborar e manter um esquema de trabalho viável para atingir as necessidades de negócio que o projeto foi planejado para endereçar;
• Processos de Execução – Coordenar pessoas e outros recursos para conduzir o que foi planejado;
• Processos de Controle – Garantir que os objetivos do projeto sejam atingidos, monitorando e medindo progresso e tomando ações corretivas quando necessário;
• Processos de Encerramento – Formalizar aceitação do projeto ou fase e conduzi-lo a um final organizado.

Como iniciar uma carreira de Gerente de Projetos

Prezados leitores hoje mudo um pouco o foco dos posts para escrever sobre um ponto que tenho sido bastante questionado: como iniciar a carreira de gerente de projetos.
Primeiro ponto que considero importante é a aptidão para gerenciar pessoas e projetos. Como você poderia saber se tem esta aptidão?? Você deve gostar, por exemplo, dentro do seu grupo de amigos e colegas a tomar a frente dos eventos que apareçam, como organizar aquele churrasco ou aquela pelada. Para as meninas organizar aquele chá de bebê ou uma reunião social. Estes são bons indicadores que você tem aptidão para a coisa. Outro ponto: na sua casa, você é aquele(a) que administra as contas. Este é outro bom indicador. No entanto, você pode desenvolver este "skill" com MBA ou cursos específicos sobre o gerenciamento de projetos.
Se você deseja dentro do seu grupo de trabalho desenvolver-se como Gerente de Projetos, converse com seu gerente e exponha isso para ele. Comece a trabalhar junto ao seu líder e procure iniciar com pequenos projetos ou demandas. Comece a estudar os processos da sua empresa.
Quando estiver iniciando a gerenciar pequenos projetos procure utilizar as boas práticas do PMI (Project Management Institute). Siga o PMBOK (Project Management Body of Knownledge) que contém estas boas práticas. Sugiro você se cadastrar no site e se realmente resolver que é isso que você quer, sugiro que você se torne membro do PMI.org.
A certificação PMP (Project Manager Profissional) do PMI é hoje considerada exigência mínima para se destacar no mercado. Porém você deve ser elegível para a certificação. Isto exige experiência em projetos comprovada, ter feito curso preparatório e passar por uma exigente prova de certificação do PMI.
Outro ponto é construir a sua network profissional e manter este contatos durante sua carreira. Uma das boas formas é através do Linkedin. Nele você deve montar um bom currículo e um perfil bem direcionado. Participar de grupos de discussão como Brasil: Vagas Executivas que contém muitas oportunidades e listas de discussões.
É essencial falar inglês o mais fluente possível, mas ai estou "chovendo no molhado".
Enfim amigos leitores, como tudo na vida exige bastante dedicação e amor pelo o que você faz. Se desejaram mais dicas e informações por favor deixem seus comentário que estou a disposição para ajudar nos seus primeiros passos.
Forte abraço.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Maturidade, profissionalismo e comunicação!

Pessoal vi esta matéria no site abaixo e resolvi replicar aqui por achar muito boa!!!
Vale a leitura!!!

Maturidade, profissionalismo e comunicação!

Publicado em 19/10/2009 por Bruno Soalheiro

http://ogerente.com/carreiraesucesso/2009/10/19/maturidade-profissionalismo-e-comunicacao/


Empresas que atuam e são competitivas no mercado, sejam elas nacionais ou multinacionais, são formadas por pessoas maduras, equilibradas, e que colocam constantemente o profissionalismo acima de quaisquer pirraças pessoais, correto?

Correto! Papai Noel também existe e o natal está quase chegando, façam seus pedidos.

É triste, mas fico cada vez mais impressionado com algumas atitudes que contrariam o mais básico do bom senso no ambiente profissional. Como gestor de RH, costumo ser o centro para qual convergem todos os problemas de relacionamento que, de uma forma ou outra, acabam se refletindo na produtividade da empresa.

Tudo bem, falo de gente com apenas 40, 50 anos de idade (cronológica), que “se esquece” de passar uma determinada informação a um certo colega, ou “atrasa” algum fluxo de trabalho por distração. O curioso é que a distração e o esquecimento são extremamente seletivos, e apenas atingem alguns determinados grupos ou pessoas.

De verdade, como psicólogo, ( e também como gestor de pessoas), sei que esperar espontaneamente bom senso das pessoas, é pedir demais; eu reconheço. Ainda assim, tem gente que faz cada coisa que é de levantar os cabelos!

Está certo também que muitas vezes as empresas não têm qualquer programa de gerenciamento de conflitos ou melhoria dos relacionamentos no ambiente de trabalho; mas mesmo assim não é de esperar que gente “crescida” sabote serviços por conta de algo como “fiquei de mal” ou disputas de cunho pessoal.

Mas deixando de lado as ironias, convido-o seriamente a refletir, seja como empregado ou gestor, sobre o que leva as pessoas a tomar tais atitudes e como agir para evitá-las. Algumas vezes – parece brincadeira – mas acontece até com a gente.

Olhar de fora uma situação é fácil, mas quando estamos envolvidos podemos vir a sabotar situações ou pessoas de forma tão velada que nem mesmo nós nos damos conta. E o mais impressionante é que a forma de resolver isto, seja em nós mesmos ou nos grupos que gerenciamos, é a mesma há centenas de anos: Comunicação honesta e assertiva!

Percepções são muitas vezes cristalizadas, e pessoas passam dias, meses, anos, pirraçando umas com as outras por simples falta de comunicação. Eu achei isto…. Eu pensava que… Fulano me olhou assim… Alguém me disse que o outro ouviu… E pronto, está formado o jardim de infância!

Já vi gente ser desligada de projetos por causa de atitudes infantis a ponto de quase saírem às “vias de fato”, quando a situação poderia ser resolvida a partir de comunicação serena e adulta.

Se a empresa na qual você trabalha não tem nenhum programa voltado à melhoria das relações interpessoais, faça uma sugestão para que o implantem; se nada for feito, tente garantir que pelo menos você, e quem estiver à sua volta, saiba contornar tais “animosidades” através de uma conversa sincera e bem orientada, antes de chutar, ou quem sabe “furar” o balde.

Promova a comunicação em seu ambiente de trabalho, senão, sinceramente, daqui uns dias alguém vai chegar perguntando pelo Gervásio do setor de logística e vão dizer: __ Ah sim, o Gervásio, ele ta ali… No canto… De castigo!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

Gestão de Stakeholders

Continuando o post anterior estarei falando neste sobre a gestão de stakeholders.
Após a identificação dos stakeholders, documentação destes em template próprio (veja exemplo anterior no post sobre project charter) deve ficar claro através do cronograma, plano de comunicação, plano de riscos,  plano de dependência externa, atas de reunião (com cliente/patrocinador, gerente sênior e time) e outros planos que são relevantes na gestão dos stakeholders.
A gestão envolve principalmente estes documentos acima citados:
  • No cronograma devem estar citados os momentos aonde serão feitas as reuniões com os envolvidos que influenciam no projeto. 
  • No plano de comunicação as informações sobre frequência, meio de comunicação (telefone, email, reunião presencial, etc.), prioridade entre os envolvidos, plano de escalada dos problemas e issues, audiência (quais stakeholders envolvidos? gerente, time, setor de finanças, ...).
  • No plano de riscos devem estar identificados os riscos dos stakeholders sobre o projetos, detalhando seus impactos e probabilidades dos mesmos ocorrerem, os planos de contenção, planos de contingência, as dependências externas, as prioridades, análise quantitativa, etc.
  • No plano de dependência externas devem estar detalhados os acordos fechados com stakeholders, o risco associado a esta dependência, data do acordo, o owner, data de conclusão do acordo, o status do acordo (Ex.: Aguardando Plano, datas Fechadas/em acompanhamento, negociação de datas, fechado, etc.) e a documentação do acordo negociado (Indicar localização da documentação de formalização do compromisso de dependência entre as organizações).
  • Atas de  reunião com os stakeholders talvez sejam um dos documentos mais importantes, nelas devem estar a documentação de tudo o que acontece durante a gestão dos stakeholders. É importante que estejam documentados o que foi discutido nas reuniões, pendências das reuniões anteriores, pendências da reunião atual (sempre identificando o responsável, data da conclusão da pendência e descrição da mesma), data da mesma, owner da reunião e uma descrição completa de revisão de todos os plano do projeto relevantes a aquela reunião e a aquele stakeholder.

domingo, 11 de outubro de 2009

O que é um Stakeholder?

Stakeholder é qualquer pessoa ou organização que tenha interesse, ou seja afetado pelo projeto.
A palavra vem de:
  • Stake: interesse, participação, risco
  • Holder: aquele que possui
Os primeiros stakeholders que imaginamos em um projeto são o Gerente de Projeto, o Patrocinador do Projeto, a Equipe de Projeto e o Cliente. Entretanto, na prática podem existir muitos outros:

  • A comunidade
  • Outras áreas da empresa
  • Concorrentes
  • Fornecedores
  • Investidores e acionistas
  • Governo
  • As famílias da equipe de projeto
Além disso, cada projeto pode ter alguns stakeholders que sejam específicos para sua realidade, e que não se apliquem a outros projetos.
A importância de identificar os stakeholders é que além de serem afetados pelo projeto, eles podem ter uma influência direta ou indireta no seu resultado. Uma falha nesta identificação significará que o gerente de projeto não estará pensando nas necessidades de todos os envolvidos, e isto é um fator de risco para o projeto.
Posso dar dois exemplos simples:
Um projeto que envolve uma obra em via pública deve considerar as necessidades da comunidade que será afetada pelo barulho e pelos transtornos (mesmo que a obra seja em benefício da comunidade), ou será alvo de reclamações que poderão levar a atrasos no cronograma.
Dentro de uma organização, um projeto pode gerar um resultado que fortalece algumas áreas em detrimento de outras. Mesmo que estas áreas não participem do projeto, é importante entender as relações de poder envolvidas, já que os que serão afetados negativamente poderão tentar boicotar o projeto.
Ao mesmo tempo, o gerente de projeto deve ter cuidado em não procurar stakeholders por todos lados, ou ficará com um cenário difícil de gerenciar. Com um pouco de imaginação, pode-se considerar stakeholder até o vizinho do gerente de projeto que deixará de jogar futebol com ele no fim de semana porque o gerente terá que trabalhar!
Claro que isto foi um exagero, mas o importante é ilustrar que se deve ter um limite lógico para a identificação de quem afeta ou é afetado pelo projeto.
A partir da identificação dos stakeholders, deve-se preparar um plano de comunicação que garanta o fluxo da informação correta para cada um. No futuro escreverei mais sobre os stakeholders e como gerenciá-los adequadamente.
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